Terça-feira, 25 de Março de 2008

(folha seca)

Estão secos, os meus olhos.

Secou-se-me o coração.

Está seco o meu jardim.

 

Minha boca já esqueceu

a água de outros lábios.

 

A secura dos desertos

tornou-se-me apropriada.

Apropriou-se da minha vida,

tomou-lhe o lugar.

 

A memória da sede saciada

já não refresca.

Definhou o viço das hastes,

desfez-se a semente.

 

Não mais esperançosas sombras

cruzam os céus dos meus dias.

As nuvens também secaram.

 

publicado por zé kahango às 14:59
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